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quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Renegados

Ainda estou no clima de Festival. 
Clima de Rage Against the Machine.
Cada dia mais, Rage.
The fucking machine.
Tem dias que eu queria nunca ter acordado. 
Nunca ter escolhido a pílula vermelha.



Continuar conectado à Matrix, comendo o filé ilusório e achando que é a colher que entorta.

Mas eu entrei pelo buraco do coelho, há tanto tempo que nem lembro quando.

Dizem que sempre fui assim. E eu penso: será? 

Consciência sem autocrítica não é consciência.

De qualquer forma, fica hoje, a letra de "Renegades of Funk", do RATM, e a lição de que quem tem sua filosofia, quem pensa diferente, nem sempre contra o sistema (que porra é o sistema, afinal????), é renegado, de uma forma ou de outra.

E a cada dia podemos mudar a história, pessoas como eu e você.


Renegades of Funk 

No matter how hard you try, you can't stop us now
No matter how hard you try, you can't stop us now
We're the renegades of this atomic age
This atomic age of renegades
Renegades of this atomic age
This atomic age of renegades
Since the Prehistoric ages and the days of ancient Greece
Right down through the Middle Ages
Planet earth kept going through changes
And then no renaissance came, and times continued to change
Nothing stayed the same, but there were always renegades
Like Chief Sitting Bull, Tom Paine
Dr. Martin Luther King, Malcom X
They were renegades of their time and age
So many renegades
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
From a different solar system many many galaxies away
We are the force of another creation
A new musical revelation
And we're on this musical mission to help the others listen
And groove from land to land singin' electronic chants like
Zulu nation
Revelations
Destroy our nations
Destroy our nations
Destroy our nations
Destroy our nations
Destroy our nations
Destroy our nations
Now renegades are the people with their own philosophies
They change the course of history
Everyday people like you and me

We're the renegades we're the people
With our own philosophies
We change the course of history
Everyday people like you and me
C'mon
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
Poppin', sockin', rockin' puttin' a side of hip-hop
Because where we're goin' there ain't no stoppin'
Poppin', sockin', puttin' a side of hip-hop
Because where we're goin' there ain't no stoppin'
Poppin', sockin', rockin' puttin' a side of hip-hop
'Cause we're poppin', sockin', rockin' puttin' a side of hip-hop
Poppin', sockin', rockin' puttin' a side of hip-hop
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
We're the renegades of funk
We're teachers of the funk
And not of empty popping
We're blessed with the force and the sight of electronics
With the bass, and the treble the horns and our vocals
'Cause everytime I pop into the beat we get fresh
There was a time when our music
Was something called the Bay Street beat
People would gather from all around
To get down to the big sound
You had to be a renegade in those days
To take a man to the dance floor
Say jam sucker
Say jam sucker
Say groove sucker
Say groove sucker
Say dance sucker
Say dance sucker
Now move sucker
Now move sucker
[x2]
We're the renegades of funk









terça-feira, 12 de outubro de 2010

Serafim e seus filhos





Compositor: Rui Maurity (1976)



São três machos e uma fêmea,

por sinal Maria,



que com todos se parecia.


              


Todos de olhar esperto para ver de 


perto



quem de muito longe é quem vinha.




Filhos de dois juramentos todos 


dois sangrentos,



em noite clarinha:


Ê, ah, ôôôô,

o João Quebra-Côco, Mané Quindim,

Lourenço e Maria.


Noite alta de silêncio e lua,

Serafim o bom pastor de casa saía
                                                  

Dos quatro meninos dois levavam 


rifles



e outros dois levavam fumo e 


farinha.




Bandoleiros pelos campos verdes 


Don Quixotes,

de nuestro desierto


Ê, ah, ôôôô,

Serafim bom de corte, Mané, João,

Lourenço e Maria


Mas o tal Lourenço dos quatro o 


mais novo

era quem dos quatro tudo sabia
                      

Resolveu deixar o bando e partir 


pra longe

onde ninguém lhe conhecia.

Serafim jurou vingança:

filho meu não dança, conforme a 


dança



Ê, ah, ôôôô,

e mataram Lourenço,

em noite alta de lua mansa.


Todo mundo dessas redondezas conta

que o tal Lourenço não deu 


sossego.



Fez cair na vida sua irmã Maria,

e os outro dois matou só de medo.


Serafim depois que viu o filho 


lobisomem,

perdeu o juízo,


Ê, ah, ôôôô,

e morreu sete vezes,

até abrir caminho pro paraíso.





Descobri esta canção no DVD "




Sérgio Reis e filhos", e fiquei encantada.





Acho que é épica, o tom, pelo menos. Mas 


não havia ainda parado para analisar 


(pedante, né?).





Hoje, depois de passar o dia ouvindo Rage 


Against the Machine, resolvi dar uma olhada 


no que tinha aqui nos arquivos, e comecei a 


ouvir Sérgio Reis.


Quando dei por mim, estava rolando Serafim.

E comecei a viajar na música...

O que significa: 

"Por sinal Maria, que com todos se 


parecia"???





Eles eram bandoleiros,não é o que parece?



E o que é o: "filhos de dois juramentos, todos 


dois sangrentos, em noite clarinha"??



Eles eram foras da lei, e quando o Lourenço 


resolveu sair do bando, eles o mataram?





Se for isso, está um drama bem atual:

podemos imaginar isso em ritmo de rap, com 


a história de uma família que se envolve com 


tráfico, um dos irmãos resolve deixar o


crime, e é morto pelos demais, voltando para 


se vingar...


Tenho montes de coisas para escrever, sobre


minhas experiências nessas férias, mas 


vou esperar um tempo, para amadurecer... 



Enquanto isso, aceito sugestões sobre a 


letra e sua origem...