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terça-feira, 24 de maio de 2011

A vida não tem receita. Ou tem?

Outro dia eu postei uma receita de biscoito no Feministas na Cozinha, e entitulei de "Assando biscoitos e aprendendo novas lições".

Uma lição que a gente tem que aprender (se quiser, claro) é que a vida não tem receita. 
Quer dizer, tem, várias.
Cresça, estude, se forme, se case, tenha filhos, tenha um trabalho, ganhe dinheiro, compre uma casa, compre um carro, troque de carro, troque os móveis, vá para a Disney com as crianças... 



E se você escolhe fazer de outro jeito?
Mudar a receita?
Pode ser que não fique bonita como comercial de margarina.
Pode ser que pareça mais um filme do Almodovar.

Ando pensando nessas receitas, nessas formas já definidas, que tentam fazer com que a gente se limite a uma única possibilidade.

E descobri, recentemente, que não é assim.

Mesmo o que parece perfeito, mas não é, pode ser belo na imperfeição.

Acordei agora, três da manhã, e perdi o sono. E me peguei pensando em escrever sobre essa neurose, de ter que seguir uma receita, de ter que seguir um roteiro para ser feliz.

Acho que é porque fica mais confortável. A gente quer conforto, quer aconchego, quer a receitinha do bolo pronta.

Mas chega um momento em que a gente já sabe o que vai no bolo. E começa a pensar em fazer diferente, e improvisar.



As vezes dá certo. Outras vezes não. Pode ficar leve e doce, ou solado e amargo, com gosto de desamor e decepção.

O que importa, pra mim, agora, é improvisar. Já aprendi a receita do bolo. Agora estou improvisando.

E não quero me prender a apenas uma forma. Além da receita, nova a cada dia, tenho que variar nas formas, nas possibilidades de finalizar.

As vezes, na hora de desenformar, pode despedaçar, como um coração, partido, as vezes caí da forma do externo, direto nas vísceras.

As vezes, sai macio, inteiro, perfeito, como aquele primeiro beijo.


Se a receita vai sair perfeita, não importa.

Importa é colocar os ingredientes na mesa, e ir em frente. Mesmo que solado, pode ser gostoso, com aquele sorvete de chocolate, sempre acompanhado de amizades, novas ou antigas.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sobre... nem sei bem o que...

Estou há quase dois meses sem postar nada.

Nesse tempo, tanta coisa aconteceu, que está difícil me concentrar, para e escrever sobre qualquer coisa que seja, pessoal, profissional, babaquice ou coisa séria.

Viajei sozinha pela primeira vez na vida, e para um pais diferente.


Peguei carona com um desconhecido, e hoje ele vive comigo. Já não é tãooooo desconhecido, claro, mas foi tudo rápido, na velocidade do sentimento.

Elegemos nossa primeira presidenta (para mim é presidenta sim, porque eu sou delegada, ainda que a palavra para alguns não exista!)

Mudei de local de trabalho, de área de atuação. São novos desafios, e estou empolgada, super entusiasmada mesmo, e também preocupada com as novas responsabilidades, e com os resquícios das antigas, que não tem como ser varridas para baixo de um tapete, e nem simplesmente serem deixadas para outras pessoas.

Mudei de casa. 
Problemas com a família, continuam. Normal.


Entrei em um grupo de blogueiras feministas, e me sinto orgulhosa, mas não tenho escrito nem refletido muito sobre o tema, exceto no twitter... as vezes...

O ano de 2010 acabou.

Estou me adaptando, sendo cada dia mais eu mesma, ou evoluindo para isso.

Espero compartilhar mais com todos, e comigo mesma, sobre tanta coisa, mas hoje, estou com sono e vou dormir!

Boas noites!!!!!

terça-feira, 20 de julho de 2010

Atração por criminosos tem nome: hibristofilia

Hoje, assistindo "The Good Wife", com reviravoltas surpreendentes, e questionamentos éticos muito bacanas por parte de vários personagens (estou adorando a série, tem tantas sutilezas, mas nada de Lost, com teorias conspiratorias, aliens, etc. Só o bom e velho ser humano, e suas inúmeras possibilidades para o bem ou para o mal).

Um dos personagens convidados hoje foi um milionario acusado de haver matado a mulher, que conseguiu sair impune, mas a todos (inclusive eu e outros espectadores) acreditam que ele é culpado. No episódio de hoje, "Atração Fatal", ele mata, supostamente em legítima defesa, uma mulher, escrevente judicial, que tem "hibristofilia".

O que seria isso?

Bem, segundo o oráculo, seria a atração sexual por parceiros que tenham cometido crimes graves, como homicídio, roubo, estupro.
E aí, fiquei pensando: é uma coisa tão estranha, sentir atração por algo ruim.

É totalmente diferente de sentir atração por pessoas que tem uma imagem de rebeldes, como eu confesso que tenho (vejam minha lista no blog da Flavinha! rs).
Tatuagem, rock 'n roll, as vezes cabelos longos (cada vez mais raros...).
E minhas amigas dizem que procuro os homens errados...

Bem, fico pensando em pessoas que escrevem para assassinos (e não para acusados, mas para assassinos confessos, convictos, condenados), especialmente mulheres (claro, pode ser uma visão de gênero, vou fazer o que?).
Que se casam com criminosos.

E me lembro sempre de um artigo que a Soninha (da MTV, de quando eu era adolescente mesmo e a MTV era legal) escreveu em uma revista (procês verem, na época não tinha blog, tinha revistas... minha conta na banca era enorme!) sobre o Maníaco do Parque, e sobre a então namorada dele, que sobreviveu ao período no qual ele matou várias jovens.
E porque isso me vem à mente?
Porque a Soninha falava sobre um certo narcisismo da namorada, o qual tem seu fundo de verdade, por um lado.
Somos todos narcisistas. Queremos ser admirados, desejados, nos sentir especiais.
E quando um assassino serial mata várias mulheres, e não me mata, mas me traz flores... ahn, narcisismo! Isso significa que EU sou especial, obviamente aquelas que ele matou não eram, não é isso??
E a namorada do Maníaco se sentia especial. Mas ela já estava com ele, sem saber que ele era o tal assassino serial.
Imaginemos se a pessoa se aproxima do tal cara devido ao fato dele ser o maníaco?

O ser humano é cheio de coisas estranhas, as quais eu nem tento compreender.

Sexo e morte, sei lá, Eros e Tanatos, Persefone e Hades...
As tais pulsões...

Dizem que é por isso que os mitos de vampiros fazem tanto sucesso, porque falam lá com o nosso sub,ou in-consciente, nessa questão do erotismo e da morte.

Vai saber...


Up-dating:

Hoje uma loirinha está nas manchetes: "se ele quiser, eu caso com ele! Ele é um menino de 1,91 m que tem medo do escuro..." (Tá, ele não foi condenado por nenhum dos crimes que supostamente teria cometido, mas que tem um histórico de personalidade bem perturbado tem... agride mulheres, justifica a agressão de outros homens sobre outras mulheres como fato normal... )