O Brasil entrou mesmo no circuito dos grandes artistas.
Pena que os grandes shows não entraram no circuito de todos os brasileiros...
Shows que antes ocorriam muito eventualmente, agora acontecem todo ano.
Com preços de arrancar o couro.
Porque, ainda que a gente tenha entrado no circuito, os preços ainda são muito altos, e em geral os shows só acontecem no eixo Rio-SP. Na verdade, as vezes só em SP.
E aí não dá, né, para viajar todo mês, só para assistir a um show...
Se eu pudesse, eu iria... amo rock!
E se para euzinha, que trabalho, ganho relativamente bem, só tenho dois cachorros e duas gatas para sustentar, não rola de ir, imagine para o grosso da população? Para os jovens, que trabalham e estudam? Para quem não tem pai ou mãe bancando?
Ano passado, em 2010, eu fui ao Metallica, ao Guns, ao Bon Jovi e ao SWU.
Este ano, tem Rock in Rio, com Metallica de novo, tem Pearl Jam, tem Planeta Terra, tem SWU.
E acho que sou vou ao Pearl Jam.
Festival, de novo, para encarar, teria que ser com um artista ou banda fenomenal, que eu nunca houvesse assistido, que nunca houvesse tocado no Brasil, que valesse muito muito muito a pena.
Mas no Pearl Jam, eu vou! Não fui no último, e Eddie Vedder e o PJ são ícones da minha adolescência, quando Nirvana e PJ comandavam o grunge, e a gente saia de coturno e camisa xadrez, tomando bebida barata e curtindo horrores...
Será que está na hora de "crescer" e parar de agir como adolescente, indo a shows de rock?
Bem, já que não morri jovem, agora vão ter que aguentar uma balzaquiana que ainda usa coturno de vez em quando, camiseta de banda e adora um showzaço!
E tenho dito!
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
domingo, 16 de maio de 2010
Dio, metal e Still crazy
Cheguei em casa agora, e ao entrar na internet vi a notícia de que o Ronnie James Dio morreu, de cancer no estômago, aos 67 anos.
Fui a um show do Dio em BH. Fomos eu e Ana Edith, colega de sala da PUC, em 2000 ou 2001, não lembro.
Só lembro que bebi todas, e quase apanhamos, nós duas, porque a gente ficou gritando "Ozzy!".
Tempos depois, assisti a um filme chamado "Still crazy" (Ainda muito loucos), sobre uma banda de rock da década de 70 que se reúne para um festival, e mostra os problemas de cada músico, seu rumo depois do fim da banda, etc.
Tem no elenco:
| Stephen Rea | ... | Tony Costello | |||||||||||||||||||||||
| Billy Connolly | ... | Hughie | |||||||||||||||||||||||
| Jimmy Nail | ... | Les Wickes | |||||||||||||||||||||||
| Timothy Spall | ... | David 'Beano' Baggot | |||||||||||||||||||||||
| Bill Nighy | ... | Ray Simms (Bill Nighy faz o papel do Viktor, em Anjos da Noite (1, 2, 3 - e Deuses, dizem que vão fazer o 4... ) | |||||||||||||||||||||||
| Juliet Aubrey | ... | Karen Knowles | |||||||||||||||||||||||
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Eu gostaria de ter assistido ao filme antes de ir ao show do Dio. Teria tido mais respeito pelo cara.
Do show, lembro pouca coisa, só que ele quase parou o show (que foi em um lugar horrível, acho que no Estação 767, um galpão, na Av. dos Andradas, perto do Parque Municipal) porque um infeliz jogou um copo no palco.
Ano passado ele voltou a BH, tocando com a Heaven and Hell, no Chevrolet Hall. Foi no dia das mães, dia 10 de maio, e eu não fui. Dizem que foi um excelente show.
E, há poucos dias, quando visitei o site do Take back the horns, vi que foi o Dio quem difundiu o chifre do metal (ele era descendente de italianos, e parece que o símbolo lá na Itália seria uma tradição para afastar o mal, gesto do qual ele se apropriou e hoje é associado ao rock).
O rock perde mais uma lenda.
(sobre o filme, vejam este trecho, quando eles tocam "All over the world"
O filme está na minha lista de desejos, se alguém quiser me dar um presente... )
domingo, 25 de abril de 2010
"Rock and roll" Inc.
Em março fui ao show do "Guns 'n Roses" Inc. (de guns, só tinha o Axl, botocado, botocudo, uma perfeita diva).
Foi no Mineirinho, e eu fui de arquibancada, então nem me preocupei em levar a câmera, pq as fotos iam ficar uma porcaria...
Mas o que quero falar é sobre outra coisa:
Quem abriu o show (dp da bandinha daqui de BH, esqueci o nome, perdão! ) foi o Sebastian Bach, do extinto Skid Row.
E, vou te dizer, o showzinho do Tião não teve telão, não teve luzes, nem fogos, só teve... rock 'n roll, na sua expressão mais... pura?!
Não, pura não, afinal, foi um show para mais de 10.000 pessoas, em um ginásio (uma acústica terrível, como sempre, não melhorou nada desde o primeiro show do Skid, em 1992). Mas, diante dos artifícios usados pelo mr. Rose, que trocou de roupa 6 vezes, e não tirou a camisa nem uma vez (não sei se feliz ou infelizmente... ), não foi focalizado no telão nem uma vez seu rosto irreconhecível de tanto botox, liftings, e sabe-se lá o que mais, o show cru e básico do Sebastian foi um alívio, uma delícia, uma injeção de adrenalina.
E colocou uma camisa da seleção canarinho, com o apelido brasileiro para Sebastian... hehehe
Já o Axl...
Saudades dos tempos da bermudinha, né?
Td bem que o tempo foi cruel tb para a beleza do Sebastian, mas ele soube se tornar um rocker de meia idade com mais, sei lá, manha? que o pobre do Axl, que tá parecendo mais a Hebe ou a Joan Rivers...

Olha a produção do mr. Rose, e olhe lá em cima o palquinho do Bach...
e te falo, o Bach foi melhor!!!


Estava eu, com a Cinara, amiga da minha irmã mais nova, dos tempos de Funec, hoje casada, com um bebê, e dois colegas dela. Eles eu esqueci a idade, mas a minha e a dela, somadas, dá mais que o limite de velocidade em via de trânsito rápido.
E do nosso lado, pais, levando filhos adolescentes, para curtir, quem sabe, o primeiro show de rock. E os moleques nem pulavam! Que p... é essa?
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