O Brasil entrou mesmo no circuito dos grandes artistas.
Pena que os grandes shows não entraram no circuito de todos os brasileiros...
Shows que antes ocorriam muito eventualmente, agora acontecem todo ano.
Com preços de arrancar o couro.
Porque, ainda que a gente tenha entrado no circuito, os preços ainda são muito altos, e em geral os shows só acontecem no eixo Rio-SP. Na verdade, as vezes só em SP.
E aí não dá, né, para viajar todo mês, só para assistir a um show...
Se eu pudesse, eu iria... amo rock!
E se para euzinha, que trabalho, ganho relativamente bem, só tenho dois cachorros e duas gatas para sustentar, não rola de ir, imagine para o grosso da população? Para os jovens, que trabalham e estudam? Para quem não tem pai ou mãe bancando?
Ano passado, em 2010, eu fui ao Metallica, ao Guns, ao Bon Jovi e ao SWU.
Este ano, tem Rock in Rio, com Metallica de novo, tem Pearl Jam, tem Planeta Terra, tem SWU.
E acho que sou vou ao Pearl Jam.
Festival, de novo, para encarar, teria que ser com um artista ou banda fenomenal, que eu nunca houvesse assistido, que nunca houvesse tocado no Brasil, que valesse muito muito muito a pena.
Mas no Pearl Jam, eu vou! Não fui no último, e Eddie Vedder e o PJ são ícones da minha adolescência, quando Nirvana e PJ comandavam o grunge, e a gente saia de coturno e camisa xadrez, tomando bebida barata e curtindo horrores...
Será que está na hora de "crescer" e parar de agir como adolescente, indo a shows de rock?
Bem, já que não morri jovem, agora vão ter que aguentar uma balzaquiana que ainda usa coturno de vez em quando, camiseta de banda e adora um showzaço!
E tenho dito!
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
sábado, 16 de outubro de 2010
Festivais e tals, twitter, rock e protesto
Vou começar a atualizar o blog de trás prá frente...
Primeiro, SWU - 1º dia, banda principal, Rage Against the Machine.
Espero para assisti-los desde a década de 90. Eles acabaram, e voltaram, e parece que nunca se separaram.
Como aquelas amizades que a gente fica anos sem ver, e as vezes sem nem manter contato, mas que quando reencontra, é como se o papo continuasse de onde parou? Eu e a Gisele temos um lance assim. Ela está em Rondônia, nos vemos uma vez a cada, sei lá, um ano ou dois, mas a conversa flui, as afinidades são eternas.
E o RATM deve ter um lance assim.
Vamos lá:
O festival: SWU, com o lema da sustentabilidade.
O local: Fazenda Maeda, em Itu-SP.
O dia: 9 de outubro de 2010.
Eu já estava em SP, pois havia chegado de Buenos Aires na terça, e ido ao Bon Jovi na quarta, então não iria com a Luciana França, conterrânea. Logo, combinei uma carona solidária.
Na quarta, soube que a Patrícia, de Brasília, iria com a gente.
Detalhe: já nos conhecíamos da timeline do twitter, mas não pessoalmente...
E marcamos, no sábado, 9 de outubro, a Patrícia no aeroporto, e eu na estação do metro Vila Mariana.
Chegando lá, oba! Prazer!
Eu, @Patanardelli já erámos da mesma timeline, mas a @Danielaamiranda... perdeu a hora, perdeu a carona, e ligou perguntando se rolava carona (pelo menos essa iniciativa foi legal e funcionou, pelo menos para a Dani!)
A Dani encontrou com a irmã e o cunhado.
A entrada foi muito legal, estávamos ansiosos, loucos para entrar (e para ir ao banheiro também).
Eu ainda estava de short e camiseta, mas o tempo não estava tão quente assim não, ventava frio, anunciando a noite gelada que eu não esperava.
E seguimos...
A revista foi uma zona: juro que se eu soubesse teria entrado com uma garrafa de vodka em vez da de água... eles nem olharam direito!
Então a gente entra, finalmente! E vê todo um cenário montado, bacana,e tal...
Confesso que fui ao banheiro, e no primeiro dia, no começo, estava super tranquilo, tinha até papel! E estava seco!
Havia vários projetos tipo esta tal roda gigante movida a pedaladas, ou coisa assim...
Mas mesmo eu sendo amadora, até que esta aqui abaixo ficou legal, eu achei!
Os palcos ficavam em um descampado, ao fundo do terreno.
Havia uma tenda eletrônica, o tal palco Oi, e os dois palcos, Água e Ar, lá em baixo.
E ficamos só nós eu e a pessoa que estava dirigindo, tomando cerveja, curtindo o clima do festival, trocando idéias, conversando de tudo, muito legal. A mesma coisa com a Patrícia, mas com ela conversei menos tempo.
Quando entramos, estava tocando Macaco Bong (nunca ouvi falar!), e não lembro do show. Infectious Grooves eu creio que ouvi algumas músicas, Mutantes, nem lembro de nada! (cerveja tb dá amnésia!)
Começou a escurecer, e ficamos revezando entre tenda eletrônica, palco principal, banheiro, bar. E conversar, muito. De tanta coisa, tanto assunto, que eu nem lembro direito. Tampouco lembro do show do Los Hermanos. Só de algumas músicas, e de perguntar duas vezes (no mínimo) : "mas o Camelo não tinha saído?!?" e ele, pacientemente, me dizer que sim, mas que voltou para o festival.
Minha memória estar assim afetada era efeito da cerveja ingerida, e também da onda que eu peguei de tanto respirar fumaça de ... bem, vcs sabem... Não tinha como, ainda mais com a revista meia boca que fizeram. E o clima, poxa, Woodstock? Por menos que fosse, estava ali a deixa...
Enfrentar a fila era encargo ... eu ficava esperando, só olhando a confusão (folgada, né?) R$6 a lata de cerveja (e eles colocavam depois em um copo, gerando uma enorme fila... além do desperdício, né? O plástico é mais poluente ainda!
Com o anoitecer, o frio piorou. Minha sorte foi que levei outra camiseta e uma calça de malha, na mochila, para o caso de chover. Salvou minha vida!
Depois de cervejas e mais cervejas, finalmente, começa uma sirene a tocar, e entram no palco!
Mas então o Zack, mal contendo a empolgação, de ver a empolgação do público, pediu para nós cuidássemos uns dos outros, e não nos machucássemos. O pessoal se acalmou, um pouco, e nisso eu já estava há uns vinte metros do local inicial... prá trás, claro!
Mas foi sossegado, a partir daí.
Eles pararam de novo, acho que foi quando o pessoal invadiu a pista premium (a louca da Luciana França, minha amiga, conterrânea de Pumpkins City, conseguiu a proeza, e pulou!).
E depois pararam de novo, quer dizer, o som parou, a banda cantava, o Zack pulava, Morello arrebentava, e o som não saia!!!
Comecou todo mundo a gritar: "SWU, vai tomar no c..."!!
Mas mesmo assim, gente, foi fenomenal!
Moshs gigantescos.
E eu entrei no mosh também, entrei na roda, pulei demais!!! "Bati cabeça" com força!
Pequenos problemas: os telões foram pequenos (eu achei)
As tendas na frente dos palcos (depois, no dia seguinte, parece que a organização do festival removeu-as).
O preço das coisas, tudo muito caro, e muito ruim.
A distância dos banheiros (muitos começaram a fazer xixi nas moitas, mair feio!)
Não vi quando o Morello colocou o boné do MST.
Primeiro, SWU - 1º dia, banda principal, Rage Against the Machine.
Espero para assisti-los desde a década de 90. Eles acabaram, e voltaram, e parece que nunca se separaram.
Como aquelas amizades que a gente fica anos sem ver, e as vezes sem nem manter contato, mas que quando reencontra, é como se o papo continuasse de onde parou? Eu e a Gisele temos um lance assim. Ela está em Rondônia, nos vemos uma vez a cada, sei lá, um ano ou dois, mas a conversa flui, as afinidades são eternas.
E o RATM deve ter um lance assim.
Vamos lá:
O festival: SWU, com o lema da sustentabilidade.
O local: Fazenda Maeda, em Itu-SP.
O dia: 9 de outubro de 2010.
Eu já estava em SP, pois havia chegado de Buenos Aires na terça, e ido ao Bon Jovi na quarta, então não iria com a Luciana França, conterrânea. Logo, combinei uma carona solidária.
Na quarta, soube que a Patrícia, de Brasília, iria com a gente.
Detalhe: já nos conhecíamos da timeline do twitter, mas não pessoalmente...
E marcamos, no sábado, 9 de outubro, a Patrícia no aeroporto, e eu na estação do metro Vila Mariana.
Chegando lá, oba! Prazer!
Eu, @Patanardelli já erámos da mesma timeline, mas a @Danielaamiranda... perdeu a hora, perdeu a carona, e ligou perguntando se rolava carona (pelo menos essa iniciativa foi legal e funcionou, pelo menos para a Dani!)
| Eu e Dani |
No caminho, de São Paulo a Itu, fomos conversando, nos conhecendo, o papo flui legal o tempo todo, parecia até que já nos conhecíamos.
Chegando em Itu, procuramos a rodoviária, para comprar a passagem e embarcar nos especiais que iriam para a fazenda.
Paramos para perguntar, em um posto de gasolina, onde fomos ao banheiro (cerveja...) e compramos mais cerveja!!!! (menos o motorista, claro, que não bebeu, tadinho!)
Descobrimos onde era a rodoviária, e no caminho, não passamos por nenhum dos lances gigantes de Itu (ou se passamos, não reparei...)
Na rodoviária, um monte de "gente estranha", hahaha, com camisetas de banda, piercings, mochilas nas costas, caras de sono (gente que viajou a noite toda) ou de ansiedade, ninguém sabia direito o que esperar...
O guiche vendia só passagem de ida e volta! A Dani, que ia encontrar um pessoal e voltar de carona, não precisava da volta, e o cara insistiu que não tinha jeito, que era a ordem, e tal. Sacamos o CDC, venda casada, ameaça de barraco, e ele cedeu.
A Patrícia encontrou a parceira de camping dela, lá no terminal, e embarcamos todos.
Entramos no ônibus com as cervejas, e continuamos bebendo e conversando.
Dei um banho de cerveja na Patrícia, tadinha... também, eu havia acabado de tomar um gole, quando alguém contou de um lance que ofereceram para ele em algum lugar dos Andes, na viagem que fez ao Peru: salchipapas (salsicha com batatas), em um calor de 40 graus. Mas ele falou de um jeito tão engraçado que eu ri, com a cerveja na boca... aí já viu...
Finalmente, chegamos!
SWU - Starts with you (Começa com você... aham, tá... )
No começo, já vimos que a sustentabilidade foi para o saco: não podia entrar nem com comida, e rolou o maior desperdício.
Como a Patrícia iria ficar no camping, nos despedimos, trocamos telefone, combinando de encontrar depois, lá dentro.
Entramos. Já eram 4:30.
O show do Rage começaria às 22:06 (altos números partidos, tipo, 22:06, 00:02, eu hein, é cabalistico, igual o banho de 7 minutos? Não podia ser cinco, ou dez???
| Na chegada! |
A entrada foi muito legal, estávamos ansiosos, loucos para entrar (e para ir ao banheiro também).
Eu ainda estava de short e camiseta, mas o tempo não estava tão quente assim não, ventava frio, anunciando a noite gelada que eu não esperava.
E seguimos...
A revista foi uma zona: juro que se eu soubesse teria entrado com uma garrafa de vodka em vez da de água... eles nem olharam direito!
| Na hora da revista: não podia entrar com alimento... |
Confesso que fui ao banheiro, e no primeiro dia, no começo, estava super tranquilo, tinha até papel! E estava seco!
Havia vários projetos tipo esta tal roda gigante movida a pedaladas, ou coisa assim...
| Para girar isso aí, tinha que pedalar... nem morta, ainda bem que tinha fila! |
| Essa fui eu quem tirou! |
Havia uma tenda eletrônica, o tal palco Oi, e os dois palcos, Água e Ar, lá em baixo.
E ficamos só nós eu e a pessoa que estava dirigindo, tomando cerveja, curtindo o clima do festival, trocando idéias, conversando de tudo, muito legal. A mesma coisa com a Patrícia, mas com ela conversei menos tempo.
| Visão geral dos palcos |
| A programação |
Minha memória estar assim afetada era efeito da cerveja ingerida, e também da onda que eu peguei de tanto respirar fumaça de ... bem, vcs sabem... Não tinha como, ainda mais com a revista meia boca que fizeram. E o clima, poxa, Woodstock? Por menos que fosse, estava ali a deixa...
Enfrentar a fila era encargo ... eu ficava esperando, só olhando a confusão (folgada, né?) R$6 a lata de cerveja (e eles colocavam depois em um copo, gerando uma enorme fila... além do desperdício, né? O plástico é mais poluente ainda!
Com o anoitecer, o frio piorou. Minha sorte foi que levei outra camiseta e uma calça de malha, na mochila, para o caso de chover. Salvou minha vida!
| A zona na hora de comprar cerveja |
Estávamos bem na frente, não junto às grades, mas bem à frente. E começou a maior vibração que já vi na vida!!!
Todo mundo pulava! O Zack pulava, o Morello pulava, o público todo pulava.
Eles abriram com "Testify"
E aí, quase imediatamante, começou uma confusão: muito empurra-empurra, todo mundo pulando, eu com medo de me perder do motorista (não combinamos um ponto de encontro para essa eventualidade...), com medo de ser esmagada, e puta porque só queria curtir o show, numa boa...
Mas então a produção parou o show, e pediu calma ao pessoal, dizendo para que todos dessem três passos atrás, para não esmagar o pessoal da frente... (
Deve ter desmaidado muita gente... festival é foda, lembro do Rock in Rio, em 2001, quando fui no show do Guns. Ficar horas na frente, na grade, igual eu fiquei, sem comer, sem ir ao banheiro, sem água... quando começa o show do headline, a gente já está morto!
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| Zack e a estrela do Rage! |
Mas foi sossegado, a partir daí.
Eles pararam de novo, acho que foi quando o pessoal invadiu a pista premium (a louca da Luciana França, minha amiga, conterrânea de Pumpkins City, conseguiu a proeza, e pulou!).
E depois pararam de novo, quer dizer, o som parou, a banda cantava, o Zack pulava, Morello arrebentava, e o som não saia!!!
Comecou todo mundo a gritar: "SWU, vai tomar no c..."!!
Mas mesmo assim, gente, foi fenomenal!
Moshs gigantescos.
E eu entrei no mosh também, entrei na roda, pulei demais!!! "Bati cabeça" com força!
![]() |
| Tom Morello |
Pequenos problemas: os telões foram pequenos (eu achei)
As tendas na frente dos palcos (depois, no dia seguinte, parece que a organização do festival removeu-as).
O preço das coisas, tudo muito caro, e muito ruim.
A distância dos banheiros (muitos começaram a fazer xixi nas moitas, mair feio!)
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| A ira... |
Mas ficava zoando sobre a estrela do palco, falando que era a estrela da Heineken, a cerveja do Festival... E ele: "Te odeio! Você está destruindo meu momento!" rs
Durante essa zoação, um dos carinhas que estava ao lado riu, e falou: "é mesmo, é a estrela da Dilma!"
Nos cumprimentamos, rindo, e aí, a surpresa: no festival, no show de uma banda que tem algumas das letras mais esquerdistas, de protesto mesmo, contra o sistema, me surge um eleitor do Serra, dizendo merda!
Eu fui argumentar, ele apelou, eu apelei, e saí de perto (fui contida, confesso!)
Poxa, pit-boyzinho tatuado, mauricinho tucano, poutz... Deu vontade de perguntar o que ele achava das letras, mas ele ia citar o fantástico e a entrevista com o Morello, para só apontar os pontos incoerentes... Deixa prá lá...
O set list avassalador:
A galera cantava todas junto!
Era visível o entusiasmo da banda: Morello e Zack pulavam o tempo todo!!!
Na hora de Wake Up, as luzes do palco ficaram verdes-Matrix! Pulei demais nessa hora!
A frustração é que foi pouco tempo! Queria um show de 3 horas, como foi o Bon Jovi no Morumbi!
Mas festival é assim, em geral... E eles tocaram todas as que eu queria ouvir!
Acabou! Tristeza...
E começa o calvário:
Comprar água (já havíamos parado de beber, em algum momento, né?)
R$6 uma garrafa, de 300ml!!!
Facada!!!
Fomos saindo, e mesmo com a programação de DJ na tenda Heineken, parece que todo mundo resolveu ir embora mesmo, e saímos andando. Um vento, um frio...
E a fila de gente desorientada, saindo em busca dos especiais, de volta a Itu... Cadê? Onde?
Não tinha nenhum!
E ninguém, usando crachás do festival, sabia explicar nada!
Eu já estava morta.
Fomos andando, da fazenda, até a rodovia.
Uma cena apocalíptica, tipo, quando a galera vai fugir, naqueles filmes de catástrofe hollywoodiana, e sai andando, desorientada, trombando uns nos outros...
Era gente, carro, ônibus, moto...
A pista totalmente congestionada.
Depois de muito andar, chegamos na rodovia.
E aí, de novo, nada.
A polícia estava lá, e chegamos a pensar em cometer um desacato, aí rolava uma carona para Itu... Mas achamos melhor não, né, sabe como, essa polícia brasileira...
Sentamos na grama da beira da estrada, para descansar um pouco. E nessa hora foi muito engraçado: havia tipo um brejo nesse pedaço, e o pessoal descia o barranco e atolava o pé na poça d'água! E eu, prestativa, ficava avisando: "olha a água!". Galera olhava para mim, acho que pensando que eu estava vendendo água, e "puff", atolava o pé na água!
Por fim, eu já estava morta e nada de ônibus (e nós, com a passagem de volta no bolso, paga! Tenho a minha guardada)
Então apareceu um ônibus, e acho que foi nessa hora que a polícia resolveu parar o busão e mandar o motorista embarcar a galera, senão ia ter gente morrendo naquela rodovia, gente... Nós atravessávamos e voltávamos, sem rumo!
Muita bagunça!
Voltado, chegamos na rodoviária, pegamos o carro na praça, e voltamos para SP.
Eu, tentando arduamente permanecer desperta, para fazer companhia ao valente motorista.
E achei que havia conseguido, depois, vi que apaguei mesmo...
E a fome? Apertou né... E não tinha nada aberto àquela hora...
Chegamos em SP às seis da manhã do domingo.
Mortos. Mas satisfeitos.
![]() |
| Killing in the name of!! |
A galera cantava todas junto!
Era visível o entusiasmo da banda: Morello e Zack pulavam o tempo todo!!!
Na hora de Wake Up, as luzes do palco ficaram verdes-Matrix! Pulei demais nessa hora!
A frustração é que foi pouco tempo! Queria um show de 3 horas, como foi o Bon Jovi no Morumbi!
Mas festival é assim, em geral... E eles tocaram todas as que eu queria ouvir!
Acabou! Tristeza...
E começa o calvário:
Comprar água (já havíamos parado de beber, em algum momento, né?)
R$6 uma garrafa, de 300ml!!!
Facada!!!
Fomos saindo, e mesmo com a programação de DJ na tenda Heineken, parece que todo mundo resolveu ir embora mesmo, e saímos andando. Um vento, um frio...
E a fila de gente desorientada, saindo em busca dos especiais, de volta a Itu... Cadê? Onde?
Não tinha nenhum!
E ninguém, usando crachás do festival, sabia explicar nada!
Eu já estava morta.
Fomos andando, da fazenda, até a rodovia.
Uma cena apocalíptica, tipo, quando a galera vai fugir, naqueles filmes de catástrofe hollywoodiana, e sai andando, desorientada, trombando uns nos outros...
Era gente, carro, ônibus, moto...
A pista totalmente congestionada.
Depois de muito andar, chegamos na rodovia.
E aí, de novo, nada.
A polícia estava lá, e chegamos a pensar em cometer um desacato, aí rolava uma carona para Itu... Mas achamos melhor não, né, sabe como, essa polícia brasileira...
Sentamos na grama da beira da estrada, para descansar um pouco. E nessa hora foi muito engraçado: havia tipo um brejo nesse pedaço, e o pessoal descia o barranco e atolava o pé na poça d'água! E eu, prestativa, ficava avisando: "olha a água!". Galera olhava para mim, acho que pensando que eu estava vendendo água, e "puff", atolava o pé na água!
Por fim, eu já estava morta e nada de ônibus (e nós, com a passagem de volta no bolso, paga! Tenho a minha guardada)
Então apareceu um ônibus, e acho que foi nessa hora que a polícia resolveu parar o busão e mandar o motorista embarcar a galera, senão ia ter gente morrendo naquela rodovia, gente... Nós atravessávamos e voltávamos, sem rumo!
Muita bagunça!
Voltado, chegamos na rodoviária, pegamos o carro na praça, e voltamos para SP.
Eu, tentando arduamente permanecer desperta, para fazer companhia ao valente motorista.
E achei que havia conseguido, depois, vi que apaguei mesmo...
E a fome? Apertou né... E não tinha nada aberto àquela hora...
Chegamos em SP às seis da manhã do domingo.
Mortos. Mas satisfeitos.
Tanto quanto o show, foi incrível a experiência.
Foi uma quebra de paradigmas, sabe?
Carona, desconhecidos, festival, a caminhada na volta...
Se valeu a pena?
Valeu demais.
Se eu volto ano que vem?
Quem sabe?
Se ainda estiver nessa adolescência, com certeza!
E espero ainda estar, sim.
E se contar com as companhias de Patrícia, Daniela, entre outros, então, com certeza, tudo vale!
E aqui, vão outros textos bacanas sobre o Festival: http://antifleuma.blogspot.com/2010/10/swu-eu-volto.html
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
Preparando para o SWU!! (originalmente publicado como "Preparando para o Camping Rock"
Atenção:
li o post no Oi tudo em cima, fui no post original e aqui vão os meus comentários... (isso em 20 de maio de 2010)
Ah, e a minha tradução capenga!
O mapa abaixo vale para qualquer show, mesmo que só tenha um palco:
Vejam a legenda:1 - Você
2 - Onde você DEVE fazer xixi (se não estiver inundado)
3 - Onde você vai acabar fazendo xixi
4 - Onde você estava antes de ir ao banheiro (Especialmente para a Léa e a Meire, que foram comigo no U2, em 1998, atenção para esta legenda!!)
5 - Onde você vai ter que ficar depois de ir ao banheiro...
6 - Onde o cara mais alto do show vai ficar (cantando a música toda errada, a plenos pulmões, e ainda vai colocar a namorada piriguete para pagar peitinho, em cima do ombro dele, sem se incomodar com a sua presença insignificante atrás deles... já passei por isso!)
Já essa listinha...
Segundo me contaram, se aplica bem para o camping rock...
O que você deveria levar:
1 - Agua mineral;
2 - Protetor solar;
3 - Comida;
4 - Mapa e programação;
5 -Equipamento de camping;
6 -Um saco de dormir apropriado;
7 -Expectativas realistas de se dar bem com alguém.
O que você VAI acabar levanado:
1 -DISPOSIÇÃO para ignorar a desidratação;
2 -DISPOSIÇÃO para ignorar a perda de pele;
3 -Comida nem de longe suficiente (para satisfazer depois do uso de "marijuana");
4 - Uma série de palpites;
5 -Amigos com equipamento de camping;
6 -Um saco de dormir do G.I. Joe, com 25 cm de comprimento
7 - Um hilário e desnecessário estoque de camisinhas.
O Camping Rock tá aí, vai ser no feriado de Corpus Cristhi esse ano.
Estou imaginando o frio. Estou imaginando os hippies. Estou pensando se eu vou mesmo...
Mas se não for, ano que vem é que provavelmente não vou MESMO, pq os anos passam, a caretice vai chegando, a preguiça de encarar desconforto...
Vamos ver.
Se eu for, vocês vão ficar sabendo. (ou não!)
Up-dating:
Não fui no Camping Rock, mas...
Preparando para o SWU!!!!!
RATM, headline do dia 9 de outubro!!!
Vejam as orientações dos organizadores aqui!
Up-dating:
Não fui no Camping Rock, mas...
![]() |
| Atenção crianças!!!! |
Preparando para o SWU!!!!!
RATM, headline do dia 9 de outubro!!!
Vejam as orientações dos organizadores aqui!
domingo, 15 de agosto de 2010
A melhor banda de todos os tempos que nunca existiu!!!
Essa foto foi tirada ontem, no Stonehenge...

E as Snow Whites (já que o trocadilho com Snowblindetes é simplesmente... deixa para lá) já entraram para o hall das "grandes bandas que nunca existiram!", como Stillwater, Strange Fruit, Steel Dragon, The Wonders, The Commitments...
Aguardem o lançamento do 1º álbum ao vivo...
A promissora banda é formada por:
Andreza, na bateria
Marina, guitarra base
Flavinha, guitarra solo
Renata, baixo
Carol, vocal
Os roadies não aparecem na foto, mas são: Leo "chatopacas" Vedder, Andre "Spider" Aranha, Bruno "Nobru" e Mingau, também conhecidos como Snowblind... hahahaha
Para complementar, as minhas outras bandas preferidas, no gênero "a melhor banda dos últimos tempos que nunca existiu!":
Esse aí embaixo é o Lee Williams, que fez o vocalista original da Strange Fruit, Keith Lovell, antes de morrer de overdose... lindo demais esse guri.

The Commitments!!!
A aposta do empresário ambicioso que quer levar o soul para a cinzenta Dublin, no começo da década de 90, me ganhou desde as primeiras cenas.
A banda nunca existiu, mas é tão real, tão ... tão... cruel e engraçado... que fica difícil acreditar que é tudo inventado.
Esse aí embaixo é o Lee Williams, que fez o vocalista original da Strange Fruit, Keith Lovell, antes de morrer de overdose... lindo demais esse guri.
Steel Dragon!!!
A banda de heavy metal, que me lembra demais o Iron Maiden, foi inspirada em um episódio real que ocorreu com o Judaspriest.
Tem gente que não gosta do Mark Wahlberg interpretando um vocalista de metal, pq ele é irmão de um New Kid, e porque já cantou rap, mas eu adorei!
Ele é canastrão, tem aquela levada cheia de marra, meio durão, e ficou gato demais com o cabelo grande! Adorei!!!
As cenas dele com a Jeniffer Aniston são ótimas, especialmente a da primeira festa a que vão juntos, e ficam muito loucos... morro de rir!
Stillwater
A banda formada pelo vocalista Russell Hammond (Billy Crudup), pelo guitarrista Jeff Bebe (Jason Lee), pelo baixista Larry Fellow (Mark Kozelek) e o batera Ed Vallencourt (Noah Taylor).
Uma das cenas mais marcantes do filme é quando, após uma batalha de egos, estão todos no ônibus, ressaqueados e ressabiados, e alguém começa a cantar Tiny Dancer, do Elton John.
Tem também a cena do avião...
A da "desvirginização" do William...
são tantas..
As músicas dos shows também são ótimas.
The Oneneders - posteriormente, The Wonders, foram uma banda (que nunca houve) americana da década de 60. Depois da entrada do baterista Guy "Shades" Patterson (Tom Everett Scott, que parecia filho do Tom Hanks!), a bandinha do chatinho Jimmy ( ) deslancha, os quatro membros, com a namorada do Jimmy (Liv Tyler, revivendo o papel de musa de sua mãe, Bebe Buel?) partem para LA, California. Já é previsível o final...
As músicas, especialmente "That thing you do", são delícia!
Sobre eles eu já falei em um post aqui.
Adoro!
Mistura de Sabath, com Led, com Pink Floyd, e outras big bands da década de 70, fala das batalhas de egos, das drogas, do envelhecimento, do medo... é muito lindo o filme.
E a banda, gente, tem um entrosamento impressionante. O Bill Nighy interpreta o vocalista Ray Sims, que substitui o falecido Keith Lovell (Lee William), irmão do Brian Lovell (Bruce Robinson)... o Brian e internado em uma clínica, foge, fica incógnito por anos, depois do surto ocasionado pela morte do irmão... O baixista é interpretado por Jimmy Nail, o batera é o David Beano (Timothy Spall, engraçadíssimo), e o tecladista é o Tony Costello (o excepcional Stephen Rea).
Pois é, ainda tem outras, mas essas são as minhas favoritas.
Entre as outras, vou mencionar:
Os Irmãos Cara de Pau: clássico!
Escola de Rock: Adoro!
The Rocker, com o Rainn Wilson, de The Office (não é muito bom, mas até que rola de assistir)
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Girls that rock!!! - Bad Reputation - Joan Jett
I don't give a damn 'bout my reputation
You're living in the past it's a new generation
A girl can do what she wants to do and that's
What I'm gonna do
An' I don't give a damn ' bout my bad reputation

The Runaways
Oh no not me
An' I don't give a damn 'bout my reputation
Never said I wanted to improve my station
An' I'm only doin' good
When I'm havin' fun
An' I don't have to please no one
An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation
Oh no, not me
Oh no, not me
I don't give a damn
'Bout my reputation
I've never been afraid of any deviation
An' I don't really care
If ya think I'm strange
I ain't gonna change
An' I'm never gonna care
'Bout my bad reputation
Joan Jett
Oh no, not me
Oh no, not me
Pedal boys!
An' I don't give a damn
'Bout my reputation
The world's in trouble
There's no communication
An' everyone can say
What they want to say
It never gets better anyway
So why should I care
'Bout a bad reputation anyway
Oh no, not me
Oh no, not me
I don't give a damn 'bout my bad reputation
You're living in the past
It's a new generation
An' I only feel good
When I got no pain
An' that's how I'm gonna stay
An' I don't give a damn
'Bout my bad reputation
Oh no, not me
Oh no, not
Not me, not me

Joan Jett
Adoro!!!!!!!!
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